Xpepper. Há moda na cozinha

Xpepper. Há moda na cozinha

Filipe Pina, Xana Pimenta © ffmag

A marca XPEPPER nasceu para apoiar as empresas ligadas ao setor do turismo, hote-laria e restauração. Inserida no universo do fardamento profissional, esta marca vai além desse conceito e desafia a moda com jalecas únicas e personalizadas. Ter uma boa imagem no trabalho conta e já é possível vestir chefs e outros profissionais… à medida. 

Quando falamos em cozinha, o nosso subconsciente leva-nos até às receitas mais elabo-radas, ao sabor dos alimentos e a chefs com o dom de fazer os outros sorrirem através de pratos deliciosos. Mas, hoje em dia, quando falamos em cozinha já podemos falar em moda. Há uma nova realidade. Os chefs e cozinheiros já podem deixar de lado os típicos aventais brancos, tendo agora ao seu dispor uma montra de jalecas únicas. A marca que torna isto possível é a XPEPPER e está no mercado para fazer a diferença. 
 
Mas de onde nasceu esta ideia revolucionária? Foi Alexandra, conhecida e acarinhada por todos como Xana, quem decidiu fazer diferente. Se descortinarmos o nome da marca, percebemos. A letra “X” remete para a autora Xana Pimenta e a palavra ingle-sa “PEPPER” de pimenta, está diretamente relacionada com a gastronomia e também com o seu sobrenome. Outrora no ensino como professora de Inglês-Alemão, confessa que estava numa fase em que sentia vontade de mudar, o sistema educativo já se tor-nara redutor e pouco dinâmico para o que queria fazer. Era preciso encontrar forma de trabalhar em sintonia com o seu caráter cheio de energia. Nessa mesma altura, surgiu a oportunidade de trabalhar como organizadora de eventos ligados à gastronomia, foi aí que decidiu abandonar de vez o ensino e partiu à aventura.

Desde muito nova que Xana tinha sensibilidade para dar opinião sobre a roupa, as com-binações de cores ou o que ficava bem com determinada toilette. Algo que contribuiu para o seu atual sucesso.  A dada altura, a autora abandona o cargo de organizadora de eventos e começa a pensar num outro nicho dentro deste ramo. O chef e amigo, Mi-guel Laffan, reparou neste seu olhar estético num evento e lançou-lhe o desafio de desenvolver um negócio de jalecas personalizadas. “Nunca imaginei que iria avançar tão rápido com essa ideia, quando regressei do evento, o chef nem me deixou pensar, ligou-me a dizer que ia ter um evento em Paris e tinha que levar uma jaleca personali-zada, tinha de ser alusiva a Portugal” conta Xana que não consegue dizer ‘não’ aos de-safios e atendeu o pedido. Em 15 dias criou a marca, procurou fornecedores, fez pro-postas de design para o chef escolher, “e fizemos uma coisa elegante com as cores alu-sivas a Portugal, portanto, foi uma missão cumprida” realça com orgulho. Com o passa-palavra, outros chefs começaram a pedir peças personalizadas e a XPEPPER recebeu um boom de encomendas. 

“Tem de ser uma jaleca sóbria e elegante dentro daquilo que nos pedem”

É no design que Xana e o seu marido, Pedro Antunes - que acabou por se juntar a ela neste negócio - conseguem a exclusividade dos artigos. Verdadeiros alfaiates de jale-cas, os sócios fazem um estudo cuidado para cada pedido: “A primeira coisa é conhecer o espaço do restaurante para perceber, em termos de cor, o que poderá ser conjugado, depois, o formato da peça para ver o que favorece a pessoa, golas mais altas ou mais baixas e vamos de encontro ao estilo, uns preferem que a jaleca feche com molas, ou-tros com fecho de correr… pretendo sempre que a jaleca fique elegante, nem muito extravagante, nem muito básica” explica Xana Pimenta. 

Showroom

Showroom © Xpepper

Procuram ter sempre o melhor tecido para cada situação. Em Ibiza, por exemplo, têm vários clientes que pedem jalecas mais frescas, tendo em conta as elevadas tempera-turas. Além disso, há clientes que idealizam imagens específicas introduzidas na peça, “lembro-me de um cliente que nos pediu uma imagem de sushi, queria um tubarão gi-gante nas costas e nós arranjamos uma forma mais económica de ter esse comic aplica-do no tecido, através de algumas costuras, dando a sensação de que aquilo estava bor-dado” explica. Nenhum pedido é recusado pela XPEPPER e os produtos ‘fora da caixa’ são desafiantes. 
Xana recorda um pedido completamente diferente: um chef de Ibiza, que é sevilhano, amante de tauromaquia, tinha uma paixão pelo casaco de toureiro e pediu que tentas-sem produzir uma jaleca que refletisse essa ideia. Uma peça que exigia muita mão de obra e detalhe, “e nós achamos que seria um desafio engraçado, demorou algum tempo a produzir, foi um trabalho muito minucioso mas, no final, vimos o ‘efeito espetáculo’ da peça e ficou perfeita” descreve. Os materiais usados na produção da XPEPPER são todos “made in Portugal”. Procuram material que não se estrague facilmente, que te-nha durabilidade e, em alguns casos, tecidos técnicos anti-lixívia ou anti-bacterianos.

“A nossa satisfação é ver que a peça é pensada do zero”

Apesar da restauração e hotelaria ser o principal mercado, com produção de farda-mento personalizado para restaurantes, hotéis, bares, empresas de catering, a XPEP-PER vai mais longe. 
Há um mercado emergente que é o da saúde. Porque não vestir farmacêuticos, enfer-meiros ou médicos? Há também jalecas personalizadas para esse segmento, “separamos a marca, temos a XPEPPER com o símbolo da malagueta vermelha que é destinada à ho-telaria e temos agora a XHEALTH, com um coração verde, dedicado a essa área” explica a autora da marca. Mas não fica por aqui. O leque foi alargado para o mercado do bar, e aí são quase alfaiates, os clientes escolhem a pele que querem, a cor, os bolsos e quando saem de lá, saem com uma peça que lhes vai durar muito tempo e completa-mente ao seu gosto. Neste caso, falamos de marcas conceituadas como a Bacardi ou Martini por exemplo. O mercado em Portugal está consolidado e a maioria dos clientes são chefs com Estrelas Michelin, que se preocupam cada vez mais com a imagem. Ibiza / Formentera é outro mercado onde a XPEPPER tem tido um sucesso estrondoso. Têm um cliente muito fiel em Miami e alguns no Canadá e na Europa e no futuro, o mercado espanhol terá uma aposta ainda maior.

Também na cidade de Braga, onde têm o showroom e o seu espaço físico, criaram um espaço que pretendem dinamizar, “temos uma cozinha com uma mesa para 14 pessoas em que se pode fazer jantares temáticos, trazendo à cidade alguns chefs que podem fazer algumas das suas receitas e onde as pessoas que nos visitam, podem ter proximi-dade com eles e conviver através dessa experiência gastronómica” finaliza Xana Pimen-ta. 
Hoje não se arrepende, nem por um momento, de ter deixado a educação apesar de admitir que tem saudades dos alunos, principalmente de os ver crescer. O crescimen-to ganhou novas formas e o da XPEPPER promete ir além-fronteiras.

Xana Pimenta e Pedro Antunes

Xana Pimenta e Pedro Antunes © Xpepper

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